segunda-feira, 31 de maio de 2010

O Sonho do Copo de Plástico













Ele queria apenas ser utilizado, lavado e sofrer o risco de cair no chão e ser quebrado.Ele estava cansado de ser utilizado, reutilizado, de ser reciclado tratado como um nada, deixado totalmente de lado.Ficava extremamente triste na hora que era trocado pelo copo de vidro, isso deixava-o embravecido, extremamente irritado. Até que um dia, após um dia muito intenso, ele decidiu em não ser mas um simples copo de plástico, sobre um estado de fadiga, caído sobre o chão de paralepipido, veio a subida idéia de formular um grande plano para virar um lindo copo de vidro. Mas vamos com calma,muita calma, não existe plano para se tornar de um copo plástico para um copo de vidro, o que será que tinham usado nele naquele dia para pensar nisto? Mas de alguma forma ele ganhou apoio, foi, ganhou um imenso apoio do palito de dente, que queria se eleger para presidente, prometeu para ele que iria fazer dele um copo de vidro, pois é meus caros pratos, xícaras, pires e a maquina de café, ouçam e escute em bom som, eu palito de dente futuro presidente, farei desse individuo, um ser com uma vida útil, e assim foi feita as promessas e promessas e promessas....que não passaram de míseras promessas e promessas e promessas. Mas o palito de dente tinha um bom adversário, o palito de fósforo estava por perto e também queria seus votos e pediu a todos um voto de confiança, aos copos de plásticos se uniu para derrubar o concorrente. E os copos de plásticos ouviram mais promessas e promessas e promessas... farei de vocês os objetos mais desejados e nobre desse humilde bar, irão sair desse pequeno e simples bar, para bares que comportem os seus verdadeiros valores...farei de vocês um copo de vidro, como querem! Acho que a ilusão para os copos de plásticos foram imensas, pois não se falava em outra coisa dentro daquele humilde bar, eles estavam confiantes em mudar de estado, só estavam esquecendo de alguma coisa, de que forma essas promessas seriam cumpridas? Como fazer para mudar um copo plástico para um copo de vidro? Eles não viam que estavam sendo enganados por aqueles palitos descarados que querem apenas arrancar votos para ser presidente? É copo de plástico, coitado, coitadinho do copo de plástico que sonhava em ser um copo de vidro, desse sonho acho bom você acordar, pois ele não será realizado. Mesmo assim tomou a atitude de seguir em frente com o seu gigantesco sonho, com ajuda ou não, teimoso como sempre, não se deixou ser enfraquecido pelas falsas promessas e retornou a arquitetar o plano, pois ele queria ser apalpado com gosto, ser pego com cuidado, ter um sentido para a existência alheia de que é útil, pelo visto desse sonho ele nunca irá acordar. Mas certo dia, a claridade batia de fora para dentro do bar e fez pela primeira vez, com que pudesse se ver pelo reflexo do balcão, estranhou o que via, mas logo após o susto ele riu, assustou-se, calou-se seus pensamentos por alguns e logos minutos e riu novamente, e perguntou, que, que eu sou? Uma fonte não renovável e que implica grande impacto ambiental em sua extração? Ou apenas algo consumido pelo comodismo? Perguntou novamente olhando para si, quem inventou o destino? Tenho medo do futuro, o que me espera lá na frente, se não posso ser um copo de vidro, terei que ser um copo de plástico para sempre? Tudo o que mais queria agora era ter um punhal para poder pregar, cravar aqui no meu peito esquerdo, para que morra mais um dia tedioso e sem graça. Acho que o copo agora desta vez foi além, dessa vez ele imaginou ter peito e ter coração, será que ele agora quer ser gente? Enfim. Estava extremamente determinado a não passar mais um dia como um copo de plástico, e amargou o teu desejo com um plano diabólico, se revoltou e resolveu montar uma equipe para destruir os copos de vidros, então criou uma estratégia terrorista aos copos de vidros, de uma forma bem rancorosa, pensou que se não posso ser eles, eles não irão tomar o meu lugar, pois então uniu forças com toda nação de coposplaticanos e deu inicio ao extermínio aos copos de vidros, mas uma duvida de ultima hora surgiu, como eles iriam fazer isto? Copos plásticos são frágeis, qualquer vento derruba , os levam para longe, és um objeto não sustentável e economicamente caro para fins ambientais, caso seu destino seja descartá-lo de maneira incorreta, o que na maioria das vezes é, desista copos de plásticos, vocês nunca e jamais passarão de ser copos de plásticos. Coitado coitadinho do copo de plástico que sonhava em ser um copo de vidro, percebeu que nasceu realmente para ser um copo de plástico e que o fim dele seria como um copo de plástico, amassado, descartado, após o uso. Pois é copo, você é apenas mais um coitado, mais um coitadinho de um copo de plástico que sonhava em ser um copo de vidro.




*Sobre Paulo Dias:

"Não fui parido, fui cuspido ao som do batuque no pé da ladeira e sobre a sombra de um candeeiro fui crescendo sem beira e nem beira, apenas condicionado a carregar retalhos e fotos para o fogo na lareira. Assim eu fui sendo hoje o que sou, e assim eu continuo sendo sem saber o que realmente sou, uma bosta? Ou uma meleca? nem muito alegre, nem muito triste, apenas poeta. Vivo como uma mosca, meu futuro é daqui a três segundos, são três pontinhos e pra mim não importa que amanhã seja um outro novo dia, reaprendo a ler, a falar e a escrever todos os dias, com a minha vovó, com a minha titia ...aprendo que sou um mero aprendiz nessa imensa e finita arte que todos chamam de viver, dei-me um espaço pra crescer e vencer. Sou cadastrado na bolsa família e adestrado pelos horários políticos, nas horas vagas sou um bêbado vagabundo, sujeito indigesto pela sociedade, só porque veste a roupa pelo avesso e faz tudo ao contrario, tudo pelo inverso, e que voa com as drogas ilegais e conhece todo o universo, sonha bem alto, sem imaginar a altura do tombo e que pensa que sabe fazer verso."

domingo, 30 de maio de 2010

Inutilidade Poética

















Nossos versos eram os únicos vestígios

que deixávamos aqui,

só eles nos compreendiam

e nos libertavam de nós.


Inventávamos muito para conhecer

aquelas partes intocáveis e escondidas por dentro

que só as palavras alcançavam

através de poesias inúteis.


Olhares cruzados atingiam

desenhos verbais por entre rimas

enquanto nos transfigurávamos

em nossos embaraços verbocorpóreos.


A cada travessura métrica

sonhávamos a inocência

das coisas que não acontecem

como quem pula obstáculos.


E por amor

unimos nossas palavras até ouvir o silêncio delas

ao desver o mundo nos abandonos

e guardar os desconcertos dos nossos absurdos secretos.


Assim abrigamo-nos nas palavras

antes mesmo que em nossos corpos

e sustentamo-nos em poesias

antes mesmo que em nós.




*Fernanda Tavares 20 anos. Estudante de Psicologia, apaixonada por expulsar de si palavras vagas que se emparelham até formar coisas inúteis que muito significam e nada valem, pelo simples amor e prazer de brincar com a poesia como quem brinca consigo mesma.


http://meninadosolhos00.blogspot.com/



sábado, 29 de maio de 2010

Aquela conversa


Pai e filho vão para sala. O filho parece sério. O pai parece preocupado.

― Pai, precisamos ter aquela conversa.
― Aquela conversa?
― É, sabe... De pai pra filho.
― Meu Deus... Mas filho, você deveria...
― Eu sei pai, eu sei. Mas não deu pra contar antes.
― Meu filho... Sua mãe já sabe?
― Não pai, ainda não...
― E como pretende dizer a ela que você está envolvido com drogas?
― Drogas?!
― É meu filho. Baseado, cigarrinho...
― Nunca usei drogas, pai!
― Não? Então porque fez esse mistério todo?
― Pensei que já sabia o que era...
― Não... Eu não acredito que você tem...
― Eu ia te contar pai! Eu ia!
― Mas meu filho, isso é muito sério!
― Ah, pai... Também não exagera. É só um...
― Um filho!
― Um filho? Do que você tá falando agora, pai?
― Meu Deus, como eu nunca percebi! De baixo do meu nariz!
― Não é isso pai...
― Ah, não? Isso explica você ir todos os dias na casa daquela Gisele.
― Gisele? A Gisele não tem nada a ver com isso.
― Então quem é a mãe desta criança?
― Que criança pai? Não sei de criança nenhuma!
― Pronto... Temos mais uma mãe solteira.
― Pai, eu nunca usei drogas, nem fiz um filho.
― Ah, Pedro. Você me chama para termos “aquela conversa”... Ou é envolvimento com drogas ou uma gravidez inesperada.
― Há, então eu ter pegado seu carro de madrugada e ido para uma festa GLS não faz parte “daquela conversa”?
― Seu marginal! É por isso que ele veio todo pichado com desenhos obscenos, não é?
― Não aquilo foi na rave, semana passada.
― Eu vou te matar, Pedro Henrique!

O menino corre em direção ao banheiro, e se tranca. O pai fica na porta, a espera do filho, que agora, está muito encrencado. A mãe de Pedro Henrique, Dona Amália, com uma cara séria.

― Francisco, precisamos ter aquela conversa.
― Espero que você não seja lésbica...

(Crônicas do tempo que a Hebe era gostosa)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Loucura, loucura, loucura!

















Me sinto constrangido o suficiente quando me chamam de louco. Não pelas doses de lítio que preciso tomar, muito menos pelas horas infinitas de terapia, mas porque meus dias de loucura foram os mais incríveis de minha vida. Se engane quem pensa que não passa de uma experiência lisérgica ou alcoólica. Não, foi um encontro sem hora marcada com a verdade: sentei, acendi o cigarro e não esperei a conta chegar.
Loucura teria sido se algum enfermeiro me visse rezando. Ou era internação por esquizofrenia ou eu seria matéria em alguma residência na ala de psiquiatria. Claro, não ouvi Deus e não tenho como ouvi-lo, mas posso senti-lo, assim como posso sentir o vento sem que eu precise enxergar. Louco, sim, é aquele que se diz ouvir Deus. Louco é aquele se embeleza de egoísmo. Louco é aquele que vende amor.
Por uma imbecilidade conservadora dos padrões de vida de uma sociedade que acredita mais em novela do que na vida real, é natural que qualquer gritaria seja vista como loucura. Bom, se perder na frente da TV ou argumentar que Glauber Rocha é mais importante do que seu próprio Cinema Novo, é tão loucura do que sair gritando pela rua sem motivo algum. A sociedade que julga a loucura como frescura, não foi capaz de me dar um abraço tão sincero como recebi em meus dias lunáticos. Porém, se eu fosse tema de novela, não sairia de programas vespertinos em companhia de pagodeiros donos da opinião pública. Depois o louco sou eu. Loucos são os que aplaudem de pé a loucura de Arnaldo Baptista e se esquecem de sentar, calar a boca e escutar. Porque pra mim, loucura é deixar de prestar a atenção em sua música.
Por que fui chamado de louco? Por que não tive dó do vira-lata que estava mais preocupado com sua comida no lixo do que minha presença? Por que não chamei de trombadinha e vagabunda aquela criança no semáforo? Louco por que não aceitei ser pintado de corpo inteiro em um trote de faculdade? Louco por não xingar a Geyse Arruda de puta e não me esfregar no banheiro enquanto penso nas garotas do Big Brother? John Lennon e Yoko Ono em uma cama foi um ato nobre e eu querer ficar na cama por que não quero trabalhar em algum call center é vadiagem? Nietsche começa a fazer sentido. Alguém pode me passar uma gripe?
É, Loucura se mede conforme os costumes de uma sociedade. Pronto! Era o que me faltava. A cada canto que me aventuro a minha loucura se transforma ou precisa se esconder. E se esconder é o nosso papel mais magistral.


Marcelo Mayer já se aventou por aqui, porém Fluoxetina não foi suficiente para ele e hoje busca doses cavalares de outras drogas em busca da patologia perfeita. Em breve terá seu nome nas mais empoeiradas gavetas e na pior das hipóteses, prateleiras. Seu livro, Arma Quente, está no forno. Conheça mais de seu trabalho em http://cransauce.blogspot.com

segunda-feira, 24 de maio de 2010

De boas intenções o inferno anda Lotado!




Buscamos lá em nossos patrícios navegadores e descobridores de novos mundos nossas ações humanitárias. Percebemos que já naquela época sentimos a necessidade quase que vital de fazer o "Bem!"

O ser humano é repleto de boas intenções em relação ao outro. Por exemplo: Ao encontrar um novo continente com um povo diferente... Povo? Bom Um aglomerado de seres desprovidos de tudo, sem cultura, sem decência, animais bestiais, sem civilização.

O "ser humano Civilizado" e bem intencionado, encontra-se obrigado a intervir e transformar aquele mundo selvagem à sua frente em uma sociedade vista através de nossos bons olhos. Nobre demais!

Como imaginar que um povo sobreviveria alimentando-se de sua própria terra, retirando apenas o que realmente precisaria para sobreviver, Selvagem demais! A boa ação civilizadora resolveria todas estas questões e a partir do contato com o homem civilizado, esses novos povos aprenderiam o verdadeiro modo de agir, passando a ter um caráter humano (em seu real sentido) deixando assim de serem selvagens. Aprenderiam então que tudo que esta a sua volta é propriedade do homem, aprenderiam a explorar a natureza e extrair suas riquezas mesmo que para isso seja necessário acabar com seu solo, matas, águas...

Seus amigos civilizadores exterminaram, com sua cultura, sua identidade levando sua nobre barganha salvadora, “A civilização”.
Bom hoje tudo mudou, vivemos na era da tecnologia, globalização, o ser humano esta no seu ápice, somos mais humanos ,mais tolerantes, somos bem melhores.

Afinal de contas hoje não invadimos mais nenhum País levando bandeiras humanitárias e não nos enfiamos mais nos assuntos do território alheio para dizer como cada povo deve viver,não levamos bandeiras de instituições salvadoras.O etnocentrismo é finalmente coisa do passado , nós somos os civilizados de agora e mudamos muito,não é mesmo? Bom apenas uma coisa continua igual.... Nossas boas intenções em relação ao outro , apenas isso... Nossas boas intenções...

sábado, 22 de maio de 2010

Ai, amor - II

Como é da natureza daqueles seres que possuem um par de pernas descomunal e de olhar voluptuosamente hipnótico... Elas não param de perguntar. Conseguem tudo que querem fazendo arapucas diárias, mas, haha... Amigo, ela nunca está satisfeita. Se você consegue isso, comece a ganhar dinheiro ajudando o resto da população masculina. Falo das mulheres.

― Ah, como eu to cansado, uhmm... – Dizia Almi enquanto tirava os sapatos sociais que há horas estavam dando um mata-leão em seus pés. Olha para sua esposa, Leonice, que acabara de tomar sua dose de Anador, como de costume. Ele nota então que ela está de braços cruzados, boca enrugada e olhar de “quero te matar”... Preocupado, pergunta:

― O que houve?
― Não sei, pergunte a Liliu. – Liliu é um conhecido dono de boteco, da pequena cidade de Teixeira de Freitas. Almi costumava aparecer ali no tal estabelecimento para, como diz Dona Leu: “tomar umas”.
― Ah, lá vem você com isso... Nem bebi.
― E este cheiro de cachaça deve estar vindo de Júnior, é ele quem bebe aqui. – Júnior era apenas o filho destes dois, que agora, só observava calado.
― Cachaça? Foram algumas cervejas...
― Do mesmo jeito bebeu.
― Ah, eu estava cansado, uma cervejinha gelada não tem nada de mais também. – Almi sem saber, já caía em sua armadilha.
― Da sua cervejinha gelada você gosta né? Bebe e esquece do pão. Quero ver amanhã, Júnior vai pra escola com fome. Muito bem, Canabrava.
― Mãe... Ele trouxe o pão... – Júnior disse sussurrando pra sua mãe, enquanto fingia rir de uma piada feita por Pedro Bial.
― Ele trouxe? – E olhava para Júnior e para os lados, meio perdida, sem ao menos mover as nádegas da cama.
― Ta vendo? Você e essa mania de falar demais, achar que já sabe de tudo, ah...

E Almi resmungava enquanto tirava o cinto. Por um momento parecia cena de novela das oito. Sabe a típica surra que o marido dá na mulher, o filho tenta apartar e sempre cai perto das roupas jogadas no chão, a mulher grita e ele manda ela se calar? Mas claro isso não aconteceu.

– Eu não quero pão. Queria uma coisa diferente, mas não tem! É todo dia pão, pão, pão... Não só de pão viverá sua família, Almi...

(Baseado numa discussão entre meus pais)


Crônicas que minha professora não leu.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Que grande perda de tempo.

Lá vou eu ser execrado novamente pela opinião pública mundial.(pfff).


Quando estava estudando sempre fui o melhor,ou um dos melhores alunos do colégio,sempre.Passei por alguns colégios e a coisa nunca mudou,sempre foi natural para mim tirar boas notas,prestar muita atenção na aula e estudar bastante em casa,que também não sou nenhum gênio.

Eu tinha pena das pessoas que não sabiam responder as questões,não entendia como alguém poderia tirar zero em uma prova de história por exemplo,que é tão fácil.Hoje eu sei que as pessoas são muito diferentes uma das outras,tem outros interesses e vai ver que elas não tinham um interesse tão grande assim nas aulas como eu tinha.

Nunca fui nerd.minha mãe já teve que ir ao colégio algumas vezes para me salvar de enrascadas mas acabava me safando porque minhas notas eram muito boas e expulsar um aluno que nunca tirou uma nota abaixo de 8 não deveria ser interessante.

Mas agora eu me pergunto:Para que?Para que perdi tanto tempo estudando aquelas questões enfadonhas de matemática?Nunca usarei aquilo.Desde pequeno eu já sabia que nunca ia querer ser um Engenheiro ou qualquer outra profissão que necessite tanto assim de matemática.Gosto muito de matemática,mas aquelas equações são de fuder a cabeça do cidadão.E duvido que os engenheiros saibam fazer aquelas merdas.

Meus amigos se divertiram muito mais que eu,aprontaram muito mais que eu e aposto que tiveram uma infância muito melhor que a minha.Eles lá com os seus zeros e uns e eu com as minhas notas dez.

Hoje meu filho esta passando o mesmo que eu,mas ele esta no outro lado da corda.As notas dele não são grande coisa e o cabeção não e muito chegado em estudar,mas aposto que as lembranças que ele terá da infância serão melhores que as minhas.Fico feliz.

A vida ensina muito mais que a escola,pena que eu só fui aprender isso quando era tarde demais.
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Trilha sonora deste post:

Legiao Urbana - Quimica