segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Pimentinha




Minha pequena homenagem a Elis. Mas principalmnete ao artista brasileiro.


Nunca se viu nada igual
Era timidez ou explosão

Como diriam nossos pais...

Sua malandragem era carioca
E esta pisava sem barulho por folhas secas
Fez Tom inventar tons e mudar rimas

Ao ser atingido bem no peito
Milton renasceu.
Saindo assim atrás da porta e encarando a beleza do desconhecido

Não havia como negar
Ela engolia vida e sobrava esperança
Foi menina que virou rainha
Estrela que queria ser lua
E deitava e rolava por entre nuvens


Pimentinha de sonhos lindos e voz abençoada
Levada, louca e plena.
Foi um “Arrastão” que te tirou de casa
Para jamais conseguir voltar

Foi ventania que se fez ao girar braços fortes
Empurrando-te para o alto e tirando seus pés do chão

Voa pimentinha...

Canta agora em prosas e versos
Aqui temos tuas sementes
Regadas com Águas de Março

Brotando com sopros teu.

3 Cafezinhos:

Ricardo Chicuta. disse...

Lembro como se fosse hoje quando ela morreu.Eu era muito pequeno,mas a comoção nacional foi tão grande que não dá para esquecer.Milhares de pesoas nas ruas acompanhando o caixão.

Natacia Araújo disse...

Grande Elis! eterna na música brasileira.
Adorei a poeticidade ao falar dela.
Lindo!

Alanzão disse...

nem conheco tanto..mas o pouco que sei é espetacular

legal post

is we in the tape